Quando paga o mínimo do cartão o que acontece?

Ter um cartão de crédito é a salvação de muitas pessoas e uma facilidade na hora de adquirir  um bem de alto valor pois permite o parcelamento e te dá um maior poder de compra. Muitas vezes essa facilidade também acaba gerando dívidas e um valor que você não conseguirá pagar que se transforma em uma bola de neve. Mas existem maneiras de driblar os juros abusivos do cartão de crédito e neste artigo vamos te ensinar uma delas, que é pagando o mínimo do cartão. Quando não puder pagar o valor total da sua fatura, opte por pagar o mínimo e logo abaixo você vai entender porque esta é a melhor saída. 

Como funciona o pagamento mínimo do cartão de crédito?

O cartão de crédito é feito para que as pessoas se endividam pois essa é a maneira que os bancos acabam lucrando, através dos juros. O ideal é que você seja controlado financeiramente e pague suas faturas em dia, efetuando o pagamento total da fatura mensal, ou ainda o valor parcial, ou seja, o mínimo estipulado de acordo com o valor total dela. A maioria dos bancos estipula taxas de juros individuais e por isso é preciso consultar individualmente o seu. Quando você realiza o pagamento mínimo da fatura, você permite uma espécie de financiamento do restante da fatura. Ao pagar o mínimo você está assumindo o compromisso que vai pagar as faturas. O mínimo é estipulado pelo Banco Central como 15% do valor total da fatura mensal e o restante do valor que não foi pago, vai cobrando juros até que você quite o restante da fatura. 

Por que o pagamento mínimo do cartão de crédito não é aconselhável?

Os juros no rotativo, como são chamados os juros quando o cliente paga o mínimo do cartão de crédito, são uma das taxas mais altas cobradas pelo banco e por isso são extremamente lucrativas. O banco acaba lucrando em cima do seu descontrole financeiro e as taxas podem chegar 240% a.a. Ou seja, se você acumular muitas dívidas e pagar o mínimo durante um ano sua dívida pode ser duplicada de valor e se tornar uma bola de neve. Se por um acaso ou emergência financeira você necessitar de recorrer ao mínimo da fatura, não postergue a dívida por muito tempo. Caso você necessite, sempre há a opção de parcelar a dívida, que é uma maneira de pagar menos juros do que no rotativo. 

5 dicas para manter o controle financeiro e não ter que pagar somente o mínimo

Separamos dicas imperdíveis para você que não quer cair numa cilada e controlar sua vida financeira. Sabemos que viver num sufoco financeiro não é saudável e queremos que você cumpra suas metas financeiras como poupar para um carro, casa, viagens etc. 

Organize suas finanças através de renda e despesa

Organizar as finanças é um passo essencial não importando sua renda. Normalmente pessoas que possuem maior renda, acabam fazendo dívidas de valores maiores e por isso elas também precisam ter cautela. Organizar e fazer um planejamento financeiro de acordo com o seu perfil e necessidade é essencial para não fazer dívidas desnecessárias.  

Crie ou defina quais são os seus objetivos para economizar dinheiro

Da mesma forma que organizar suas finanças através da renda e das suas despesas fixas, estipular um valor fixo por mês do que você deve poupar de acordo com o valor disponível que acaba “sobrando” mensalmente pode ser uma ótima maneira de juntar dinheiro. Assim que você tiver um montante bom de dinheiro que não utiliza, ainda pode potencializá-lo investindo em um investimento de longo prazo com uma rentabilidade boa, mesmo para quem tem perfil conservador. Para isso consulte o seu banco ou administradora do cartão de crédito. 

Permita-se fazer corte de gastos

Da mesma forma que se deve planejar os gastos fixos e essenciais, também é preciso se planejar quanto aos gastos supérfluos e fazer o máximo para evitá-los. Se você já seguiu nossas dívidas sobre “Organize suas finanças através de renda e despesa” e “Crie ou defina quais são os seus objetivos para economizar dinheiro”, basta agora identificar quais gastos destes você consegue eliminar.

Negocie ou renegocie suas dívidas

Esse tópico é bem auto-explicativo, mas vamos destrinchá-lo ainda mais. Quando você assume uma dívida como financiamentos ou empréstimos por exemplo, você acaba tendo um compromisso mensal de pagar as parcelas a não ser que queira acabar com o seu nome sujo no SPC/Serasa. Quitá-las o mais rápido possível é essencial para sua saúde financeira, tanto para que você pague menos juros como para não comprometer aquele pedaço da sua renda com uma dívida e possa começar a poupar.

Faça um planejamento pensando no seu futuro

Todos os passos que citamos aqui, desde a organização de finanças até a quitação de dívidas pendentes acaba se tornando cúmplice de um objetivo maior que é fazer um planejamento pensando no seu futuro. Esses passos vão te ajudar a poupar e atingir seus objetivos no longo prazo te fazendo uma pessoa feliz e com uma ótima saúde financeira!

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