Castração canina e felina: tudo o que você precisa saber

Uma das principais medidas que devem ser tomadas pelos tutores de pets é a realização da castração. Nas fêmeas, essa cirurgia consiste na retirada dos ovários, da tuba uterina e do útero. Já nos machos, o procedimento para cuidar da saúde do animal é menos invasivo: retiram-se os testículos, mas a bolsa escrotal fica.

O uso da anestesia geral é necessário em ambos os casos, e há dois tipos: a intravenosa e a inalatória. A primeira é injetada diretamente na corrente sanguínea do animal, e a segunda é inalada por ele. A decisão entre elas fica por conta do anestesista. 

Os gatos e os cães, tanto fêmeas, quanto machos, podem ser castrados a partir de seis meses de idade. Se possível, o ideal é que a castração aconteça antes do primeiro cio, por sua vez, este processo acontece entre o quarto e o sexto mês de vida.

A castração é necessária?

Os veterinários são unanimidades ao afirmarem que a castração é a única medida, de fato, eficaz para controle do número de animais abandonados, prevenindo uma série de problemas de saúde.

Com isso, entende-se que a aprovação da castração só não é maior devido à falta de conhecimento dos tutores. Ainda é comum a utilização de medicamentos injetáveis em fêmeas, para evitar a ovulação, porém, esse método é bastante nocivo.

Quais são os mitos da castração?

Todo dono de um animal de estimação já ouviu falar em castração: seja por meio de campanhas municipais ou sugestão do veterinário, por exemplo. Entretanto, esse procedimento é cercado por alguns mitos. Alguns deles são expostos abaixo.

Castrar o pet é maldade

Há pessoas que acreditam que esse procedimento cirúrgico é uma crueldade com o animal, mas isso não é verdade. O bichinho é anestesiado pelo veterinário e não sente nenhum tipo de dor ou desconforto durante a cirurgia.

Além disso, no pós-operatório, ele recebe todos os medicamentos e curativos necessários no local da incisão, o que garante uma recuperação sem nenhum tipo de sofrimento.

Castração engorda o animal

Outro mito é o de que a castração faz o animal engordar. O que pode acontecer é o pet ficar mais caseiro e, consequentemente, se movimentar menos, fazendo com que ele engorde. Ou seja, a castração não engorda o animal. O que pode causar a obesidade é uma alimentação incorreta e uma rotina inadequada.

Fêmeas devem ter, pelo menos, uma cria antes de serem castradas

Este é um mito que circula muito por aí. A verdade é que as fêmeas não precisam ter filhotes e muito menos entrar no cio antes da castração ser realizada. Na verdade, como já foi dito acima, o ideal é que a cirurgia aconteça antes disso.

A castração previne doenças?

A castração prematura de gatos e cães pode evitar o surgimento de diversas enfermidades. Nas fêmeas, há redução do risco de doenças mamárias e uterinas, como câncer, infecção do útero, hipertrofia mamária, cistos, prolapso vaginal e pseudociese, conhecida como gravidez psicológica.

Nos machos, a castração previne problemas nos testículos, como tumores, infecções da próstata, câncer, torções e inflamações.

Quais são os cuidados pós-castração?

Após a cirurgia, o animal ficará em observação na clínica até passar o efeito da anestesia. Depois disso, se tudo tiver corrido bem, ele será liberado para ir para casa, repousar e receber os cuidados necessários.

Quando chegar, a princípio, o cão ou o gato só precisará de uma caminha para descansar, assim como de água fresca e comida. Porém, é importante ressaltar que você não deve forçar seu pet a se alimentar ou beber água se ele não demonstrar vontade.

Isso porque seu bichinho de estimação recebeu soro na cirurgia, e é normal que ele não sinta sede ou fome nas primeiras horas. Ademais, por ter sido feita uma incisão, o animal sentirá um pouco de dor, e o veterinário receitará um analgésico.

Ele deve ser administrado na hora certa e pelo período prescrito na receita. Você também deverá seguir as orientações recebidas na clínica, retirando o curativo para limpar a sutura todos os dias, além de aplicar um produto indicado pelo veterinário.

Algumas vezes, pode ser necessário refazer o curativo com gaze e esparadrapo, mas, em grande parte dos casos apenas a higienização é suficiente. Durante esse período, o seu pet deverá ficar com um colar elizabetano, que o impedirá de retirar ou mexer no curativo para que a incisão não seja contaminada.

Por fim, uma data de retorno ao veterinário é marcada para que o seu animal de estimação seja reavaliado, e os pontos retirados. Se todos os cuidados pós-operatórios forem feitos de forma correta, a saúde do animal estará garantida. Logo, ele estará brincando ativamente e trazendo alegria para toda a família.

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