28 de setembro de 2017

URGENTE: Intervenção Militar no Brasil não pode mais ser descartada, diz general Mourão

Os comentários recentes da cúpula militar do Brasil sobre a situação política levantaram dúvidas sobre até que ponto o país está livre de uma ação das Forças Armadas para tomar o poder. 

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No alto do cargo de secretário de economia e finanças do Comando do Exército, o general Antonio Hamilton Mourão discursou sobre “derrubar esse troço todo” e “impor” o que considera uma solução à crise política, caso o Judiciário não “retire da vida pública esses elementos envolvidos em ilícios”.

Mais surpreendente ainda foi a reação do seu superior no comando do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que descartou punir Mourão pelas declarações e ainda disse que as Forças Armadas dispõem de “um mandato” para intervir “na iminência de um caos” no Brasil. O Planalto, visado pelas declarações, silenciou, por mais que a Constituição de 1988 proíba os militares de intervir na política.


Essa saudade nunca desapareceu totalmente, mas é novidade ela ser evocada pública e oficialmente. São comportamentos que há três anos eram impensáveis. 

Em 2012 e 2013, quando os generais se recusavam a condenar os crimes cometidos durante a ditadura, era um escândalo. Não estamos mais neste universo e esse fenômeno é muito preocupante. 

Quando, ao mesmo tempo, as Forças Armadas se tornam mais e mais conservadoras e intervencionistas, cria-se um perigo para a democracia. É um perigo diferente de o Bolsonaro ganhar as eleições.