7 de julho de 2017

A Al Qaeda não está morta e planeja um ‘atentado dos sonhos’

A Al Qaeda Central está em silêncio, mas não está morta. Os serviços de inteligência e informação europeus e anglo-saxões se perguntam há anos o que estaria sendo preparado por Abi Mohamed Ayman al-Zawahiri, de 65 anos, o homem que sucedeu Osama bin Laden depois de sua morte em Abbottabad (Paquistão) em 2011. Todos concordam com a ideia de que a organização terrorista deseja recuperar o protagonismo de antes e sair da sombra na qual foi colocada pelo Estado Islâmico (EI) com a formação de um califado na Síria e no Iraque e a série de atentados perpetrados na Europa.

Ayman al Zawahiri (à esquerda), ao lado do falecido líder da Al Qaeda Osama bin Laden, em 1998.

Onde, como e quando a Al Qaeda voltará a agir para se fazer presente? Relatórios de diversos serviços antiterroristas trazem avaliações distintas sobre a atual capacidade da Base (Al Qaeda). Mas alguns coincidem em considerar que o objetivo dos sonhos do grupo desde a sua criação é a guerra química e bacteriológica, ataques maciços com venenos que causem a morte de milhares de pessoas, armas com as quais já chegou a fazer alguns testes nos anos noventa em campos afegãos e dos quais existem vídeos estarrecedores.

É aquilo que internamente a Al Qaeda chamou, então, de nova jihad. Esse foi o mandado recebido em 2001 por Mustafá Setmarian, o sírio espanhol que plantou a semente da jihad na Espanha ao se despedir de bin Laden com beijos e abraços nas cavernas de Tora Bora (Afeganistão), segundo seu próprio relato.