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Terrorista contratado como professor na UFRJ deixará o Brasil, antes de ser preso

De origem argelina, Adlène Hicheur cumpriu pena por terrorismo na França. Físico enviou e-mail à reitoria da UFRJ comunicando que deixará o país.


O físico Adlène Hicheur, condenado por terrorismo na França e que atualmente dá aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), enviou um e-mail à reitoria da instituição informando que decidiu deixar o Brasil.



A decisão foi tomada após reportagem na edição do último fim de semana da revista “Época”, que revelou que o físico, de origem argelina, foi condenado por terrorismo na França. Preso em 2009, cumpriu a pena e chegou ao Brasil em 2013. A UFRJ diz que a contratação do professor seguiu os tramites habituais.

Hicheur não informou quando pretende deixar o Brasil, mas já confirmou à UFRJ que irá embora. A Polícia Federal monitorava Adlène Icheur desde 2013. Em outubro do ano passado, agentes fizeram buscas na casa dele, no Rio, e na UFRJ. O visto de trabalho do professor vale até julho deste ano.

Nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff conversou sobre o assunto com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que avalia quais medidas pode tomar.

“Eu não posso dar detalhes daquilo que efetivamente se coloca. Por isso, a questão está sendo estudada do ponto de vista jurídico pelo Ministério da Justiça, pelo Itamaraty, pela Casa Civil, para que possamos então ter uma definição a respeito”, afirmou Cardozo nesta terça.

Adlene só sai do país se a UFRJ cancelar o contrato de trabalho – já que a permanência no Brasil está vinculada a isso – ou se o Ministério da Justiça decidir cancelar a permissão para ele ficar no país. Em carta a colegas, o professor disse que foi preso de forma injusta e que somente visitou sites islâmicos subversivos.

Informações: PensaBrasil.com

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