Dilma Rousseff corta verbas do Exército, Marinha e Aeronáutica, "Fomos sucateados", dizem soldados

Com o orçamento engessado pelas despesas obrigatórias, obras e compras de equipamentos foram o principal alvo do ajuste fiscal em 2015.


No total, 26 órgãos superiores sofreram retração nos investimentos em 2015. No entanto, o mais afetado foi o Ministério da Defesa. Enquanto os investimentos em geral caíram 37%, a Pasta passou a média e diminuiu as aplicações em quase 46%. Conforme levantamento do Contas Abertas, com valores atualizados pelo IPCA do período, o Ministério da Defesa aplicou R$ 5,7 bilhões a menos em 2015 do que em 2014. Dessa forma, as aplicações passaram de R$ 12,5 bilhões para R$ 6,8 bilhões de um ano para o outro.

De acordo com o Ministério da Defesa, foi realizado trabalho de replanejamento de gastos, com a finalidade de adequar as atividades à disponibilidade orçamentária.



O ministério intensificou o processo de melhoria de gestão, priorizando os contratos e compromissos já assumidos e buscando soluções para redução de custos. “O limite final de empenho 2015 para as despesas do decreto de programação orçamentária e financeira do Ministério da Defesa foi R$ 16,8 bilhões, dos quais R$ 4,3 bilhões referem-se às programações do PAC”, explica a Pasta.

O corte prejudicou o andamento de ações importantes. É o caso da Implantação de Estaleiro e Base Naval para Construção e Manutenção de Submarinos Convencionais e Nucleares. A iniciativa contou com R$ 1,5 bilhão em 2014. No ano passado, os valores chegaram a apenas R$ 351,8 milhões. Isto é, a retração foi de 77% ou R$ 1,2 bilhão. A previsão era que R$ 958,3 milhões fossem desembolsados para a ação neste ano.

Informações: Folha Centro Sul
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