25 de outubro de 2015

STF decreta sigilo em denúncia de que Cunha teria recebido dinheiro desviado da Petrobras

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tornar sigilosa a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Trata-se do primeiro caso envolvendo o deputado na Operação Lava Jato, cuja investigação começou em março e que apura se ele recebeu US$ 5 milhões de propina da Petrobras. O segredo de Justiça não se aplica ao segundo caso, referente a supostas contas na Suíça atribuídas a ele e sua mulher, pelo qual é investigado também por evasão de divisas.



Na decisão que decretou o sigilo, Zavascki justificou a medida por causa de depoimentos que ainda estão sob segredo adicionados à denúncia no último dia 15 de outubro. Num aditamento à acusação, a PGR anexou depoimentos do lobista Fernando Baiano e do empresário Julio Camargo que reforçam as suspeitas contra Cunha.

Diante da documentação juntada, observe-se, até nova decisão, a restrição de publicidade decorrente da juntada, no aditamento à denúncia ora formulada, de depoimentos que seguem sob sigilo legal”, despachou o ministro do STF nesta quinta-feira (22).

Com a decisão, todas as peças da investigação que já haviam sido disponibilizadas foram retiradas do sistema interno do STF para acompanhamento de processos eletrônicos.

Informações: alagoas24horas