25 de setembro de 2015

Ministro saudita chama de "vontade de Deus" morte de mais de 700 no país



Peregrinos acusam autoridades de terem causado a tragédia na cidade sagrada ao bloquear duas estradas que levaram número de pessoas a se acumular na cidade sagrada do islamismo


Imagem aérea da Grande Mesquita de Mina após os pisoteamentos: tragédias frequentes

No que depender do governo saudita, a tragédia que deixou mais de 700 mortos em Mina, cidade vizinha à Meca, está esclarecida e já possui até seus culpados: os próprios peregrinos que pisotearam e foram pisoteados no local mais sagrado do islamismo, na quinta-feira (24). Foi o que afirmou o ministro da Saúde do país em entrevista a uma rádio local, divulgou a imprensa internacional no dia seguinte ao acontecimento.

De acordo com ele, os envolvidos no tumulto falharam no cumprimento das instruções de segurança – e, por isso, acabaram esmagados. Além dos 717 mortos, mais de 800 peregrinos ficaram feridos. "Este tipo de acidente poderia ter sido evitado. Contudo, foi a vontade de Deus", disse Khaled al-Falih.