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Guerra Civil: Lutadores de academia da Zona Sul se reúnem para agredir assaltantes



“O grupo teria se reunido na Rua Dias da Rocha durante à tarde, em Copacabana, na vizinhança de onde aconteceu a ação de justiceiros no domingo, quando um grupo atacou jovens, que estavam em um ônibus. A repercussão da violência dominou as conversas ontem. Na Rua Dias da Rocha, moradores e comerciantes comentavam que os justiceiros começaram a se reunir na esquina com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana ainda no início da tarde, depois de, supostamente, terem marcado o encontro pelo WhatsApp”.


Lutadores de academia da Zona Sul se reúnem para agredir assaltantes
Lutadores de academia da Zona Sul se reúnem para agredir assaltantes
Essa informação que o jornal do Rio de Janeiro publica hoje tem de ser do conhecimento da polícia. Imaginemos não como o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, comentou, que poderá haver um linchamento. Imaginemos que esse grupo de menores possa se juntar a outros menores de suas mesmas condições sociais e partirem para o confronto. O que se vê claramente é uma convulsão social.
O jornal Folha de S. Paulo também aborda a mesma questão nesta terça-feira (22/9) na matéria “Justiceiros de Copacabana”. Segundo o jornal, em mais um fim de semana com arrastões em praias cariocas, um grupo de jovens decidiu fazer justiça com as próprias mãos.
Cerca de 30 homens, a maioria praticante de lutas marciais, realizaram "blitze" em ônibus que ligam o subúrbio aos bairros de Copacabana e Ipanema, na zona sul.
Buscavam "moleques de chinelo, com cara de quem não tem R$ 1 no bolso", nas palavras de um deles.
De acordo com a Folha, Antônio, de 27 anos, que trabalha como vendedor de loja e mora em Copacabana, afirmou: "É óbvio que eles querem assaltar. Tocam o terror, vamos tocar também. É legítima defesa".  
Ele e Daniel, 31, concordaram em conversar com a Folha na segunda-feira (21), perto de uma academia do bairro onde praticam jiu-jítsu, desde que seus sobrenomes não fossem divulgados.
Os dois treinavam em horários diferentes e se conheceram em um grupo de WhatsApp. Por meio do aplicativo, marcam locais e horários para coibir supostos assaltantes.
No domingo (20), o grupo parou um ônibus da linha 472, que faz o trajeto entre o Leme (zona sul) e Triagem (zona norte), na Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
Imagens feitas por câmeras de celulares de moradores mostraram quando um menor foi retirado de dentro do coletivo e recebeu uma série de socos e chutes. Policiais precisaram intervir para evitar o linchamento.
Os integrantes do grupo prometem repetir as "blitze" no próximo final de semana.

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