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"Gasolina vai subir 6% e diesel 4% nas refinarias" diz Petrobras

A Petrobras anunciou na noite de terça-feira aumento de 6 por cento nos preços da gasolina e de 4 por cento no diesel nas refinarias a partir desta quarta-feira, no primeiro reajuste desses combustíveis da atual diretoria, num momento em que a forte alta do dólar frente ao real impacta custos de importação e eleva o endividamento em moeda estrangeira da companhia.
O último reajuste foi aplicado em novembro de 2014, ainda na gestão da presidente-executiva Maria das Graças Foster, quando a alta da gasolina foi de 3 por cento e a do diesel atingiu 5 por cento.
Com o reajuste, a diretoria comandada por Aldemir Bendine, que assumiu o posto de CEO em fevereiro, busca ganhar a confiança do mercado, ainda que haja falta de clareza sobre a fórmula para a alta dos preços dos combustíveis.
"Nós buscamos preços competitivos e alinhados ao mercado internacional. Essa é a política do presidente Bendine para garantir a competitividade da companhia. A meta é ter custos competitivos, mas temos de ter preços competitivos", afirmou uma fonte da empresa, na condição de anonimato.
"Se o dólar subir mais ainda, é claro que vamos ter que fazer novo aumento para manter preço competitivo", disse a fonte.
Embora os preços internacionais do petróleo tenham caído dramaticamente, o enfraquecimento de 35 por cento do real contra o dólar neste ano significa que os preços na bomba no Brasil permanecem relativamente baixos.
No caso da gasolina, o reajuste não é suficiente para compensar a defasagem de preços da Petrobras em relação ao mercado internacional, que estava em 9 por cento na terça-feira, segundo estimativa do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), por conta da disparada do dólar.

O diesel, no entanto, será vendido pela Petrobras com um prêmio ainda maior ante os valores externos. Na terça-feira, o diesel era vendido no Brasil 11 por cento acima do mercado internacional.

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