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"É negado a transferência de processo de Odebrecht" "Daqui não sai" diz Moro

Para quem imaginava que o Juiz Sérgio Moro da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba iria “amarelar” diante da decisão do STF que fragmentou uma ação oriunda da operação Lava Jato, o Critalvox sente muito em  informar que ele, acaba de  barra pedido da Odebrecht para tirar processos de Curitiba. As defesas de executivos da empreiteira solicitaram fatiamento das ações penais para o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Moro disse NÃO!
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu precedente para o fatiamento da Lava Jato ao desmembrar a investigação contra a senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, até então concentrada nas mãos do ministro Teori Zavascki.
A primeira consequência da decisão de espalhar pedaços da Lava Jato pela Justiça nos estados – como pleiteiam os defensores dos executivos da Odebrecht -, tirando parte considerável das investigações da responsabilidade do juiz Moro e da equipe de procuradores do Ministério Público Federal do Paraná. “A dispersão das ações penais, como pretende parte das defesas, para vários órgãos espalhados do Judiciário no território nacional não serve à causa da Justiça, tendo por propósito pulverizar o conjunto probatório e dificultar o julgamento”, avalia o juiz em sua decisão.
A decisão do Supremo também mina o pilar central da Lava Jato: de que foi uma mesma quadrilha quem operou um contínuo assalto à República, cujo pano de fundo era um projeto de perpetuação do Partido dos Trabalhadores e seus aliados no poder. “Como se depreende do conteúdo da denúncia, os fatos enquadram-se no contexto mais geral daquilo apurado pela Operação Lava Jato: ajuste de licitações em contratos da Petrobras, corrupção de dirigentes da Petrobras, lavagem de dinheiro decorrente, não havendo como não reconhecer a ligação entre os fatos”, escreve o magistrado.

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